
Cabe a nós tomarmos conta do Estado. Proteger o que temos, garantir a sobrevivência, cuidarmos do campo que podemos arar e plantar para nossa evolução. Proteger nossas condições.
Cabe a nós ficarmos atento dia após dia. Sem isso, só há entrega. E, se entregar é colocar-se a mercê dos acidentes, das invasões. O nosso Estado sempre levanta a bandeira anunciando o que está reinando, e dependendo de que energia for, podemos estar muito vulneráveis. Como conviver conosco diante de tanta fragilidade? Somos movidos por energias que advém do alimento. Com o que alimento minhas emoções pensamentos?
Se for o medo e a inveja sabemos quais as consequências. Aliás, sempre sabemos!
Talvez nos falte esforço. Assim como o imaginário nos leva a criar falsas ideias ou mesmo a pressupor fatos, o medo nos cega a realidade. Viramos refém dentro do nosso estado, perdemos o foco. Nosso funcionamento paira sobre bases arenosas aflorando sentimentos e atitudes desconectadas com o Eu Verdadeiro. Por isso, cabe a nós cuidarmos do Estado físico, emocional, mental. Um olhar de atenção sempre é preciso.
Solidificar um lugar interno que seja só meu. Mesmo que amanhã seja diferente de hoje, algo tenho que ter como âncora. E, a permissão para isso acontecer depende apenas de mim. Dar-me a chance de parar por alguns minutos. O silêncio e a observação não podem faltar em qualquer estratégia. Um olhar de atenção permite que tudo exista sem ter que segregar nada. O caos, a baderna, o barulho...mesmo que tudo continue, silencie e observe. Isto pode ser uma boa ajuda para que você cuide dos invasores de seus pensamentos, de suas emoções.
Caso sinta que seu Estado está ameaçado, recolha-se. Vigie constantemente do que você está se alimentando. Observe muito antes de qualquer coisa e aguarde.
Erros e acertos fazem parte da guerra, mas esta deve ser sempre a seu favor, na direção de sua evolução. Talvez tenha que correr riscos de se machucar e, aos poucos com paciência aprender a lidar com aquilo que sempre existiu hermeticamente dentro de você. Assim, num processo longo, trabalhoso e delicado aprender a cuidar, cauterizar e curar de forma correta as feridas.
Com certeza sempre vale mais a pena estar na luta do que morrer imaculada e acabar a mercê da vida.Vamos treinar?
Pat !
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