
Já se tornou comum a queixa de que até o Natal virou comércio, e a festa dos cristãos se reduziu a uma promoção intensa de vendas. Shoppings e ruas lotadas de pessoas na corrida ensandecida por presentes. Visitas a asilos, creches e instituições carentes, como se estes lugares só existissem nesta época. Talvez precisemos rever nossos julgamentos. O fato é que o Natal foi globalizado pelo comércio.
“Os magos vieram de longe, trazendo seus dons a Cristo. Deram-lhe de presente ouro, incenso e mirra. Voltaram felizes, enriquecidos com a graça de terem encontrado o Salvador.”
Presentes que são dados sem se esperar nada em troca parecem ser algo raro ultimamente. Os presentes têm conotação de substituição, uma troca pela falta de presença dos pais durante o ano, a falta de tempo em ser solidário, a falta de tempo de dizer ao outro que ele é importante na sua vida, tornando-se substituição de boas atitudes com o próximo.
É uma época que a mídia explora o sentimentalismo em seus comerciais para que você se sinta comovido em “ajudar” ao próximo, realizar sonhos de seus filhos e das pessoas que ama. E isto, lógico, com gastos financeiros.
Não é necessária uma data estipulada pelo comércio para dar presentes, estar junto de quem você ama, de pessoas que você gosta de conviver, de ser solidário a quem você nem conhece. Você não precisa que uma propaganda lhe diga o que sentir, como agir, o que pensar.
Não é preciso amaldiçoar o comércio do Natal, basta ter mais consciência do por que daquele presente, do que você espera das pessoas e qual imagem você transmite a elas. Mostrar o que há de bom na sua essência tem que ser um ato rotineiro e não em datas determinadas.
Feliz Natal, desejo a todos vocês que cada dia tenha um significado especial na sua vida, viva a vida e não apenas exista, como já disseram vários poetas.
por Cigana Rosa
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